A doença de Alzheimer (DA) é uma doença degenerativa e progressiva, que compromete o cérebro causando diminuição da memória e do raciocínio, alterações do pensamento e mudanças comportamentais.
Estimativas de impacto social e econômico prevêem que os Estados Unidos gastarão 720 bilhões de dólares com a Doença de Alzheimer em 2030, baseando-se nos custos atuais e no envelhecimento da população.
Quase 5 milhões de americanos, atualmente, são portadores de DA, levando a 100.000 óbitos por ano.
O número de pacientes no Brasil é estimado em 1 milhão e 200 mil. No mudo já são 18 milhões e com o envelhecimento da população esse número deverá chegar a 34 milhões de pessoas em 2025.
A DA pode manifestar-se a partir dos 40 anos de idade, sendo que a partir dos 60 anos sua incidência aumenta e aos 90 anos de idade, 40% dos indivíduos são portadores da doença.
O impacto na família é muito grande e já existem grupos de apoio e educação aos familiares e cuidadores dos pacientes. Na fase final eles se tornam totalmente dependente de cuidados.
Os sintomas mais comuns são: perda gradual da memória, declínio no desempenho para tarefas cotidianas, diminuição do senso crítico, desorientação têmporo-espacial, mudança na personalidade, dificuldade no aprendizado e dificuldades na área da comunicação.
A doença possui 4 fases: Inicial, intermediária, final e terminal.
Fase Inicial:
Os sintomas principais são perda de memória, confusão, desorientação, agitação, ansiedade, mudanças da personalidade e dificuldades com as atividades da vida diária.
Fase Intermediária:
Encontramos dificuldade em reconhecer familiares e amigos, não reconhecimento de ambientes conhecidos, alucinações, inapetência, incontinência urinária, dificuldades de comunicação, distúrbios do sono, dependência progressiva e início de dificuldades motoras.
Fase Final:
Chega-se a um estado de dependência total, com imobilidade, incontinência urinária e fecal, mutismo, perda progressiva de peso e infecções.
Fase Terminal:
Nesta fase, o que ocorre é a acentuação dos sintomas da fase final, culminando na morte do doente.
O tratamento medicamentoso da Doença de Alzheimer envolve a terapêutica específica, que tem como objetivo reverter processos biológicos que conduzem à morte neuronal e à demência; a terapêutica preventiva, que tenta retardar o início da demência e do declínio cognitivo; o tratamento sintomático, que visa melhorar as habilidades funcionais e o comportamento dos pacientes portadores de demência e o tratamento complementar, que aborda sintomas associados à DA como depressão, psicose, agitação psicomotora, agressividade e insônia.
Além disso, existem os tratamentos psicológicos e as abordagens da família do doente.
